Estamos a evoluir. A Mercer faz agora parte da nova marca Marsh

Empresas europeias não tem estratégia de transparência salarial 

Portugal, 02 janeiro 2025

A Mercer, empresa da Marsh McLennan, divulga hoje, data em que se assinala o Dia Nacional da Igualdade Salarial, o ‘Pay Transparency Survey Report 2024’. Tendo por base as respostas de mais de 1.000 empresas a nível mundial, o relatório mostra que, na Europa – excluindo o Reino Unido e a Irlanda –, apenas 7% das organizações já têm uma estratégia de transparência salarial implementada, apesar da Diretiva (UE) 2023/970 do Parlamento Europeu ter de entrar em vigor de forma integrada  legislação nacional já em 2026.

Acompanhando a tendência global, a transparência salarial está a tornar-se um requisito para as empresas europeias, sendo um fator essencial não só para cumprir com aa obrigação legal, mas também para atrair e reter talento. Contudo, a Europa está ainda atrás de outras regiões no que se refere à adoção de estratégias de transparência salarial, com os Estados Unidos da América a liderarem esta jornada, com 19% das organizações a afirmar já terem implementado um plano de ação.

“Analisando o contexto empresarial europeu, existe, de facto, algum gap relativamente ao tema da equidade e transparência salarial. Em Portugal, um outro estudo da Mercer (Total Remuneration Survey 2024)revelou que os homens recebem, em média, mais 10% do que as mulheres, o que deixa clara a necessidade de intencionalizar o foco na equidade interna . A transposição para a legislação nacional está prevista para 2026, pelo que o momento de preparação para requisitos de transparência e para as obrigações de reporte, (previsto para 2027) é agora”, afirma Marta Dias, Rewards Leader da Mercer Portugal.

Apesar de os dados revelarem que 75% das empresas europeias apontam a conformidade com a legislação enquanto principal impulsionador da sua estratégia de transparência salarial, metade das organizações destaca o aumento da satisfação dos colaboradores e o alinhamento com os valores da empresa como outros fatores importantes.

Quase sete em cada dez empregadores (69%) a nível mundial e 59% na Europa concordam que a transparência salarial é uma expectativa dos candidatos. Esta é mais elevada entre os candidatos do que entre os colaboradores, o que reflete a crescente procura por práticas de compensação mais abertas no mercado de talento. Embora as organizações reconheçam as expectativas crescentes em torno da transparência salarial, existe ainda uma lacuna significativa na prontidão, com menos de um terço (32%) das empresas a afirmarem sentir-se preparadas para cumprir com os requisitos gerais de transparência.

Perspetivando o futuro, as organizações planeiam aumentar  divulgação partilha de informação relativa a bandas salariais em anúncios de emprego, bem como de informações sobre diferenças salariais entre géneros. O Estudo Global desenvolvido pela Mercer indica que atualmente, 60% das empresas divulgam bandas salariais para novas contratações, mas espera-se que este número aumente para 94% nos próximos dois anos. Neste período, também a divulgação das diferen salariais deverá aumentar para 75%. Na Europa, espera-se um aumento ainda mais significativo, com 43% das organizações a partilharem já bandas salariais para novas contratações e uma previsão de crescimento para 97% nos próximos dois anos.

“É hora de as empresas agirem na transparência salarial. Com justiça salarial a surgir como a segunda razão mais importante para os colaboradores escolherem permanecer numa organização, os empregadores devem dar prioridade a esses esforços para se posicionarem no mercado. A jornada rumo à transparência salarial é desafiante, mas também está repleta de oportunidades para aqueles que a abordarem de forma antecipada e eficaz. À medida que as empresas se esforçam para dar resposta à crescente demandados colaboradores por transparência, têm a oportunidade única de transformar o que era visto como um esforço de conformidade numa vantagem competitiva”, sublinha João Pacheco,  Consultor Especialista neste tema na Mercer Portugal.

A realidade da transparência salarial em Portugal

A Diretiva Europeia sobre Transparência Salarial terá de ser transposta pelos estados-membros para a legislação local até 2026, mas é ainda um tema pouco claro para um número muito significativo de empresas em Portugal. De acordo com um estudo pioneiro desenvolvido em Portugal pela Mercer, junto de 120 empresas de diferentes setores, 59% das organizações diz estar a trabalhar ativamente o tema da transparência salarial, mas 40% admite que ainda não conhece bem a diretiva e as implicações da mesma. 

Entre as razões mais frequentemente indicadas para as empresas trabalharem a transparência salarial, destacam-se a integração do tema na estratégia de equidade salarial (73%) e o facto de o tópico fazer parte do modelo de valores da organização (51%).

Outra das conclusões centrais deste estudo revela que 40% das empresas inquiridas afirmam ainda não conhecer suficientemente a nova diretiva e as suas implicações. As organizações reconhecem enfrentar desafios significativos, apontando como mais proeminentes estarem ainda a perceber o que fazer em matéria de transparência salarial (43%), a criação de uma estrutura de classificação que permita a identificação de postos de trabalho comparáveis (41%) e o desenvolvimento de análises de equidade salarial (38%).

Atualmente, entre os participantes neste estudo nacional, apenas 33% das empresas partilha com os colaboradores a banda salarial para a sua função e apenas 10% partilha informação sobre a compensação prevista para a função.

Cinco em cada 10 empresas admitiram ter de fazer mudanças moderadas ou até mesmo significativas às políticas de compensação para cumprir os requisitos mínimos da diretiva europeia. Apesar de apenas 5% das organizações confirmarem a necessidade de reestruturar completamente as políticas de compensação, 13% demonstraram não saber estimar o respetivo impacto.

Quando questionadas acerca da frequência com que avaliam o nível de equidade salarial, 35% das empresas afirmam fazê-lo anualmente e 45% de tempos em tempos, com a maioria das organizações (70%) a desenvolver este processo através de recursos internos, sendo que apenas 26% subcontratam uma entidade externa para o efeito. Cerca de 5% das empresas revelam não estar ainda a avaliar este fator.

Sobre a Mercer

A Mercer acredita na construção de futuros mais brilhantes através da redefinição do mundo do trabalho, da melhoria dos resultados em pensões e investimento e da promoção da saúde e bem-estar das pessoas. A Mercer tem aproximadamente 25,000 colaboradores em 48 países e opera em 130 países. A Mercer é uma subsidiária da Marsh McLennan (NYSE: MMC), a empresa líder global em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas, com mais de 85,000 colaboradores em todo o mundo e com receitas anuais de mais de 23 mil milhões de dólares.  Ajuda os seus clientes a navegar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo através de quatro empresas líderes de mercado: Marsh, Mercer, Guy Carpenter e Oliver Wyman. Para mais informações, visite www.mercer.com/pt-pt ou siga-nos no LinkedIn e X.