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O Novo Padrão de Compensação de Vendas na LATAM

Conheça as descobertas sobre compensação variável comercial na LATAM, com dados, tendências e diretrizes para redesenhar incentivos.

Por que as empresas líderes da região estão deixando para trás as comissões simples e a gestão manual para adotar incentivos estruturados, alinhados e autossustentáveis.

A força de vendas é o motor que transforma estratégia em resultados. No entanto, em grande parte da América Latina, muitos planos de remuneração variável comercial que deveriam impulsionar esse motor ainda são desenhados com lógicas do passado: comissões lineares, controle em planilhas Excel e revisões anuais que chegam tarde. Os dados falam por si.

Na pesquisa da Mercer sobre Planos de Remuneração Variável Comercial 2026, levantamos informações de 493 empresas em 7 países da LATAM — Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, México e Peru — durante novembro e dezembro de 2025. O que encontramos não é apenas um diagnóstico: é um sinal claro de para onde o mercado está caminhando e o que separa as organizações que já chegaram lá daquelas que ainda não chegaram.

O diagnóstico: o que os dados nos dizem

  1. A Mercer pesquisou 493 empresas na Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, México e Peru. Os resultados revelam um mercado em plena transformação: a maioria já adotou planos de incentivos estruturados, mas a lacuna na gestão tecnológica e no desenho estratégico continua enorme. Essa lacuna é, ao mesmo tempo, o maior risco e a maior oportunidade da região.
  2. 58,5% das empresas na LATAM utilizam planos de incentivos estruturados como modelo principal de remuneração variável — superando amplamente os planos de comissões (20,3%).
  3. 57,3% ainda gerenciam seus planos de remuneração variável de forma manual, principalmente com Microsoft Excel, expondo-se a erros, falta de visibilidade e perda de tempo.
  4. 93,1% das empresas declara que o objetivo principal do seu plano é reconhecer o desempenho individual — o consenso mais alto de toda a pesquisa.
  5. 68% utiliza Vendas/Volume como KPI nº 1 para sua força de vendas. É o indicador dominante em todos os países, sem exceção.
  6. 63,6% revisa seu plano de vendas apenas uma vez por ano. O ciclo natural de decisão ocorre no quarto trimestre — o momento de maior oportunidade comercial.
  7. Até 20% de aumento em vendas e produtividade é o resultado documentado de um desenho de incentivos bem estruturado, segundo a experiência da Mercer em projetos recentes de remuneração.
O plano de incentivos não é apenas uma ferramenta de pagamento. É o mecanismo mais concreto com que uma organização diz à sua força de vendas o que importa, o que é valorizado e para onde deve ir. Quando esse mecanismo falha — ou quando é gerido por uma planilha Excel — a estratégia comercial falha em silêncio.

A visão Mercer: remuneração como sistema, não como número

Na Mercer entendemos que a remuneração variável comercial não é um capítulo isolado da área de RH. É o ponto de interseção entre a estratégia de negócio, a gestão de talento e a execução comercial. Um plano mal desenhado — mesmo que pague bem — pode gerar comportamentos equivocados, desmotivar os melhores vendedores e erodir a cultura da organização.

Nossa visão parte de um princípio fundamental: o alinhamento integral. Isso significa desenhar o plano considerando simultaneamente três dimensões: o indivíduo (motivação, necessidades e risco de saída), o entorno (competitividade de mercado e ações dos concorrentes) e a empresa (equidade interna, ciclos do negócio e necessidade de pagamento por desempenho). Quando essas três dimensões estão alinhadas, a remuneração variável deixa de ser um custo e se torna um investimento com retorno mensurável.

Esse alinhamento, bem executado, gera resultados em três frentes que na Mercer identificamos como os pilares de um plano de incentivos eficaz:

  1. Esquemas autossustentáveis
    • Os resultados do negócio financiam o incentivo. O sucesso da empresa é o sucesso do vendedor.
  2. Pagamento por resultados
    • Modelo simples, meritocrático e alinhado a objetivos estratégicos. Se for entendido, motiva.
  3. Atração e retenção de talento
    • Um plano bem desenhado atrai os perfis corretos e retém os melhores. Não é apenas salário.
    • A remuneração variável não é um custo. É um investimento com retorno mensurável. A experiência da Mercer em projetos recentes de remuneração mostra aumentos de até 20% em vendas e produtividade quando o desenho do incentivo é correto, alinhado e bem comunicado à força de vendas.

Cinco tendências que estão redefinindo a remuneração de vendas na LATAM

Além dos dados agregados, a pesquisa LATAM 2026 revela tendências estruturais que estão mudando as regras do jogo para as equipes comerciais da região. Entendê-las é condição necessária para desenhar planos que sejam relevantes hoje e competitivos amanhã.
  • 1.Das comissões ao incentivo estruturado

    O mercado da LATAM está em plena migração. As comissões simples estão sendo substituídas por planos que vinculam a remuneração a múltiplos KPIs estratégicos e níveis de desempenho, que buscam qualificar mais o sucesso nas diferentes fases do processo de vendas. Essa transição responde à crescente complexidade e multidimensionalidade do ambiente comercial, onde preço, mix de produto, rentabilidade e retenção de clientes importam tanto quanto o volume bruto.

    ▸ Dado LATAM 2026: 58,5% usa plano de incentivos | Apenas 20,3% mantém plano de comissões puro.

  • 2. A digitalização da gestão é a próxima fronteira

    Se a migração para incentivos estruturados já ocorreu em mais da metade da LATAM, a digitalização da gestão desses planos ainda é o maior gap. Mais da metade das empresas gerencia com Excel: um risco operacional, gerador de erros e uma barreira para a tomada de decisões em tempo real. As organizações que já digitalizaram relatam maior velocidade, transparência e capacidade de análise para redesenhar seus planos de remuneração variável comercial.

    Dado LATAM 2026: 57,3% gerencia manualmente com Excel | Apenas 17,7% usa software profissional especializado.

  • 3. O KPI de volume domina, mas a sofisticação cresce

    Vendas/Volume é o KPI nº 1 em todos os países sem exceção. Mas os mercados mais maduros já estão incorporando indicadores mais sofisticados: receita por contrato, mix de produtos e margem bruta. A tendência é migrar de medir apenas quanto se vende para medir o que se vende, para quem e com que rentabilidade. Os planos que não estiverem prontos para essa evolução ficarão desatualizados e não funcionarão como amplificadores de mensagens e diretrizes de comportamento que ajudem a impulsionar as prioridades estratégicas das organizações.

    Dado LATAM 2026: KPI nº 1 Vendas/Volume: 68% | Receita/Contrato e indicadores de margem ganham espaço no Brasil, México e Chile.

  • 4. O desenho local vs. regional é um dilema que se acentua

    Quase um em cada três planos é desenhado localmente e um em cada quatro, de forma global. Essa fragmentação gera inconsistências quando a mesma empresa opera em múltiplos países. A tendência é adotar frameworks regionais com parâmetros locais: coerência estratégica sem ignorar as particularidades de cada mercado.

    Dado LATAM 2026: 46,3% desenho local | 28,5% regional | 25,0% global.

  • 5. O onboarding comercial torna-se um diferencial de retenção

    61,1% das empresas na LATAM garante um período de ramp-up para seus novos vendedores, tipicamente de 3 meses. Essa prática reconhece que exigir desempenho pleno de um vendedor que ainda está aprendendo é contraproducente. Os planos que contemplam esse período geram menor rotatividade precoce e maior velocidade para alcançar produtividade plena.

    Dado LATAM 2026: 61,1% oferece período garantido | Padrão regional: 3 meses | Chile (74%) e Costa Rica (72%) lideram.

Conclusão: o momento de agir é agora

  • Os dados da pesquisa Mercer 2026 são inequívocos. O mercado latino-americano de remuneração de vendas está em um ponto de inflexão: a maioria das empresas já reconhece que precisa de planos de incentivos estruturados, alinhados à estratégia e geridos com rigor. Mas reconhecer a necessidade e ter capacidade para executá-la são coisas distintas.
  • A maior lacuna não está na intenção — está na execução. 93% querem reconhecer o desempenho, mas 57% gerenciam com Excel. 88% querem alinhar seu plano aos objetivos do negócio, mas 64% só o revisam uma vez por ano. Fechar essa lacuna é exatamente o trabalho que a Mercer realiza com seus clientes em toda a região: desde o diagnóstico e benchmarking até o desenho do plano, a definição de KPIs, a estrutura de pagamento e a implementação.
  • Diagnostique seu plano atual. Compare sua estrutura de incentivos com o benchmark LATAM 2026.
  • Redesenhe com foco estratégico. Um plano eficaz começa pelos objetivos do negócio, não pelo orçamento.
  • Digitalize a gestão Deixe o Excel. A visibilidade e a confiança da sua equipe dependem disso.

O plano de incentivos de vendas correto não é o mais generoso nem o mais complexo. É aquele que alinha o indivíduo com a empresa, gera resultados mensuráveis, se financia com o desempenho que produz e atrai e retém o talento que a organização precisa para crescer. Isso é o que a Mercer desenha — com dados, metodologia e experiência em cada mercado da LATAM.

Quer avaliar se seu plano de remuneração variável está alinhado com as tendências do mercado? Vamos conversar.

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