Estamos evoluindo. A Mercer agora integra a nova e ampliada marca Marsh

Melhoria nos Sistemas de aposentadoria da América Latina 

Brasil, 15 outubro 2024

Uruguai, México e Chile se destacam, segundo relatório da Mercer e CFA Institute

Na região, Brasil fica em 5ª posição à frente de Peru e Argentina. No panorama global de sistemas previdenciários, a lista é liderada por Holanda (1º lugar), Islândia (2º) e Dinamarca (3º), aponta o 16º Índice Global de Sistemas Previdenciários, em parceria com o CFA Institute (MCGPI)

São Paulo, 15 de outubro de 2024 A Mercer, um dos negócios da Marsh McLennan (NYSE: MMC) e líder global em apoiar os clientes a alcançarem seus objetivos de investimento, moldarem o futuro do trabalho e melhorarem os resultados de saúde e aposentadoria para suas pessoas, lançou hoje o 16º Índice Global de Sistemas Previdenciários, em parceria com o CFA Institute (MCGPI).

O sistema previdenciário dos Países Baixos se mantém no primeiro lugar da lista, com a Islândia e a Dinamarca em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Na América Latina, destaca-se a melhoria significativa do México e do Chile ano após ano, assim como do Uruguai, este último colocando-se entre os 3 primeiros a nível mundial.

“Num mundo onde as taxas de fertilidade estão caindo e a esperança de vida está aumentando, os sistemas previdenciários estão no centro das atenções”, disse Pat Tomlinson, CEO Global da Mercer. “Garantir um forte alinhamento dos regimes de aposentadorias privados e públicos, aumentar a cobertura dos trabalhadores e incentivar uma maior participação na força de trabalho para aqueles que querem trabalhar em idades mais avançadas, são apenas algumas das formas de melhorar os resultados a longo prazo para os aposentados.”

Auxiliando os membros de planos de contribuição definida a otimizar seus resultados para a aposentadoria

À medida que os governos e os empregadores procuram reduzir os seus custos futuros com aposentadorias e os seus riscos, os sistemas de aposentadorias em todo o mundo, incluindo os da América Latina, estão cada vez mais deixando de utilizar planos de benefícios definidos (BD) e mudando para acordos de contribuições definidas (CD). O relatório explora as oportunidades e os desafios associados aos planos CD, tanto para planos de aposentadoria como para indivíduos. Os governos, os empregadores e os planos de aposentadoria da região podem se apoiar nas recomendações indicadas no relatório, com a intenção de apoiar os participantes dos planos de contribuição definida a obter os melhores resultados de aposentadoria.

“A transição para planos de aposentadorias de contribuição definida apresenta desafios de planejamento financeiro para os futuros aposentados, que devem tomar decisões complexas que afetam a sua situação financeira atual. Muitos não estão preparados para essas decisões, destacando a necessidade de aconselhamento financeiro correto e digno. O Índice Global de Sistemas Previdenciários destaca lacunas na segurança financeira de longo prazo e justifica a necessidade de novas iniciativas na gestão de investimentos para atender a essas necessidades”, diz Margaret Franklin, Presidente e CEO do CFA Institute.

Apesar desses desafios, à medida que as pessoas vivem mais, a maior flexibilidade e personalização oferecidas pelos programas de contribuição definida serão críticas. O conceito de aposentadoria está mudando e muitos indivíduos estão gradualmente fazendo a transição para a aposentadoria, ou reingressando no mercado de trabalho numa capacidade diferente após a sua aposentadoria inicial. Os planos de contribuição definida também oferecem benefícios importantes aos trabalhadores temporários, que são frequentemente excluídos dos regimes tradicionais de benefício definido.

“O avanço dos sistemas de aposentadoria precisa continuar à medida que as necessidades financeiras e as expectativas de trabalho dos aposentados evoluem”, disse o Dr. David Knox, autor do relatório e sócio sênior da Mercer. “Não existe uma solução única para colocar os sistemas de previdência numa base mais sólida. Agora, é o momento de os governos, os decisores políticos, a indústria de fundos de pensão e os empregadores trabalharem em conjunto, para garantir que parte da população mais idosa seja tratada com dignidade e possa manter um estilo de vida semelhante ao que tiveram durante os seus anos de trabalho.”

Pontuação

Os Países Baixos registaram o valor total do índice mais elevado (84.8), seguidos de perto pela Islândia (83.4) e pela Dinamarca (81.6). O sistema de previdência dos Países Baixos continua a ter um impacto positivo em meio à mudança de uma estrutura de Benefícios Definidos para uma abordagem mais individual de Contribuição Definida, para além da forte regulamentação e apoios disponíveis aos participantes.

O Índice utiliza a média ponderada dos subíndices de adequação, sustentabilidade e integridade. Para cada subíndice, os sistemas com os valores mais elevados foram os Países Baixos para adequação (86.3), Islândia para sustentabilidade (84.3) e Finlândia para integridade (90.8).

O aumento da longevidade, as elevadas taxas de juro e o aumento dos custos de saúde colocaram uma pressão adicional sobre os orçamentos governamentais para apoiar os programas de aposentadorias, fazendo com que as pontuações fossem ligeiramente mais baixas este ano em geral. Entretanto, alguns sistemas, incluindo vários na América Latina, empreenderam reformas recentes para melhorar as suas pontuações nos últimos anos. O México é um exemplo notável disso, passando de uma nota C de 55.1 na pesquisa de 2023, para uma nota B de 68.5, em 2024.

De acordo com Leonardo Lara, Líder de Wealth da Mercer México, “o sistema de pensões mexicano estão se fortalecendo de forma abrangente. No que diz respeito aos trabalhadores do setor privado, com o aumento da aposentadoria mínima garantida e o aumento gradual do nível de contribuição, isso se refletiu num crescimento acelerado dos ativos do sistema. Isso é complementado pela evolução dos planejamentos e estratégias de investimento, acompanhada por uma governança corporativa sólida e regulamentações adequadas. Além disso, o benefício não contributivo da Aposentadoria Previdenciária teve um aumento significativo, ajudando a proporcionar um nível de rendimento que nos permite cobrir as necessidades básicas e nos aproxima de um nível de vida digno após a aposentadoria.”

O Chile, a Colômbia e a Argentina também melhoraram as suas pontuações em relação ao relatório de 2023, enquanto o Uruguai e o Brasil mantiveram as suas pontuações estáveis. Chile aparece como primeiro na avaliação geral da América Latina (74.9) e Uruguai (68.9) em segundo.

Na América Latina, o subíndice de sustentabilidade representa a maior oportunidade de melhoria para a maioria dos sistemas. “Globalmente, os sistemas previdenciários com as pontuações mais altas nesta área demonstram vários elementos-chave”, diz Tracy Teel, Líder Interina de Wealth da Mercer para a América Latina e Caribe. “Têm um elevado percentual da população em idade ativa coberta pelo sistema de pensões; possuem um conjunto significativo de ativos para financiar passivos futuros; e as suas taxas de participação na força de trabalho permanecem elevadas, inclusive para as pessoas que se aproximam da idade de aposentadoria (com idades entre 55-64 anos). Os responsáveis pelas políticas públicas que desejam ter um impacto significativo na sustentabilidade da sua organização devem se concentrar nessas áreas.”

De acordo com Tiago Calçada, líder de Wealth e Previdência da Mercer no Brasil, os sistemas de aposentadoria no mundo, e particularmente no Brasil, enfrentam uma série de desafios complexos, que se intensificaram nos últimos anos devido a mudanças demográficas, econômicas e sociais. “Envelhecimento da população, longevidade, déficit previdenciário, informalidade do mercado de trabalho e adaptação do sistema à crescente flexibilização do trabalho, exigem uma abordagem multifacetada e um esforço conjunto de governo, sociedade e setor privado. A busca por soluções sustentáveis e justas é fundamental para garantir a proteção social para os aposentados e a estabilidade do sistema previdenciário a longo prazo”, afirma.

Índice Global de Sistemas Previdenciários Mercer e CFA Institute 2024: Resultados América Latina

País Avaliação geral Total Adequação Sustentabilidade Integridade
Chile B 74.9 71.2 70.9 86.5
Uruguai B 68.9 84.0 46.6 76.1
México B 68.5 73.8 63.4 67.1
Colômbia C+ 63.0 63.9 57.4 69.5
Brasil C 55.8 70.4 31.0 67.3
Peru C 54.7 55.3 46.9 64.7
Argentina D 45.5 61.5 29.4 42.3

Sobre o Índice Global de Sistemas Previdenciários Mercer e CFA Institute 2024 (MCGPI)

O MCGPI avalia os sistemas de renda de aposentadoria em todo o mundo e sugere possíveis áreas de reforma que proporcionariam benefícios de aposentadoria mais adequados e sustentáveis. Este ano, compara 48 sistemas de renda de aposentadoria em todo mundo, incluindo um novo participante, o Vietnã, e abrange 65% da população mundial. O Global Pension Index é um projeto de pesquisa colaborativo e cooperação entre o CFA Institute e Mercer, e conta com o apoio do Monash Centre for Financial Studies (MCFS). Para mais informações sobre 16º Índice Global de Sistemas Previdenciários da Mercer e do CFA Institute (MCGPI), clique aquí.

Sobre a Mercer

A Mercer, um negócio da Marsh McLennan (NYSE: MMC), é líder global em apoiar os clientes a alcançar seus objetivos de investimento, dar forma ao futuro do trabalho e promover melhores resultados de saúde e aposentadoria para suas pessoas. A Marsh McLennan, líder global em risco, estratégia e pessoas, assessora clientes em 130 países através de quatro negócios: Marsh, Guy Carpenter, Mercer e Oliver Wyman. Com receita anual de US$ 23 bilhões e mais de 85.000 colegas, a Marsh McLennan ajuda a construir a confiança para prosperar pelo poder da perspectiva. Para obter mais informação, visite mercer.com, e siga-nos no LinkedIn e X.

Sobre o Instituto CFA

O Instituto CFA é uma associação global de profissionais de investimento que estabelece o padrão de excelência e credenciais profissionais. A organização é uma defensora do comportamento ético nos mercados de investimento e uma fonte respeitada de conhecimento na comunidade financeira global. Nosso objetivo é criar um ambiente em que os interesses dos investidores sejam a prioridade, os mercados funcionem de forma otimizada e as economias cresçam. Existem cerca de 200.000 analistas certificados CFA® em todo o mundo, em mais de 160 países. O Instituto CFA possui dez escritórios em todo o mundo e há 160 associados locais. Para mais informações, visite www.cfainstitute.org ou siga-nos no LinkedIn e no Twitter em @CFAInstitute.

Sobre o Monash Centre for Financial Studies (MCFS)

O MCFS, centro de pesquisa sediado na Escola de Negócios Monash da Universidade de Monash (Austrália), tem como objetivo trazer rigor acadêmico à pesquisa de questões de relevância prática para a indústria financeira. Além disso, através de seus programas de engajamento, facilita a troca bidirecional de conhecimento entre acadêmicos e profissionais. A agenda de pesquisa em desenvolvimento do Centro é ampla, mas atualmente está concentrada em questões relevantes para a indústria de gestão de ativos, incluindo a poupança para a aposentadoria, finanças sustentáveis e a disrupção tecnológica.

Contato de imprensa

Gabriela Freitas

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