Aplicação da NR-01 é uma oportunidade de valorizar as pessoas
22 junho 2026
A NR-1 entra em vigor em 26 de maio. O prazo está próximo e o tema precisa, com urgência, estar na mesa dos CEOs. Mais do que uma agenda regulatória, trata-se de uma decisão estratégica sobre como proteger pessoas e sustentar resultados. A diferença entre organizações com baixa maturidade versus alta maturidade na gestão desses riscos pode chegar a 10% a 20% do custo total de pessoas.
Temos defendido dentro da companhia que a gestão de riscos psicossociais, quando bem estruturada, se traduz em vantagem competitiva clara.
Organizações que avançam nessa agenda não apenas se adequam à norma, mas elevam sua capacidade de atrair, engajar e reter talentos, ao mesmo tempo em que melhoram produtividade, reduzem perdas operacionais e atuam diretamente na sustentabilidade dos custos de saúde.
Nesse sentido, há cinco alavancas que funcionam como multiplicadores de valor. São elas:
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Saúde financeira
O endividamento é, atualmente, um dos principais gatilhos de estresse e queda de desempenho dos trabalhadores. Nossos estudos indicam que 42% dos casos de burnout vêm da situação financeira.
Programas de educação financeira, acesso a soluções de planejamento e ferramentas de apoio ao colaborador têm impacto direto na redução de ansiedade, melhora do foco e aumento de produtividade.
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Alinhamento de expectativas e remuneração adequada
Para o colaborador prosperar, é fundamental ter clareza do que é esperado dele por parte das lideranças. Essa clareza passa por um conjunto, que inclui a definição objetiva de papéis, metas alcançáveis, condições adequadas de execução, autonomia proporcional à responsabilidade e sistemas justos de avaliação.
Acreditamos que a remuneração adequada garante previsibilidade e justiça, reduzindo tensões e conflitos no ambiente corporativo.
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Cultura organizacional saudável
Ambientes baseados em respeito, ética, segurança psicológica e empatia são determinantes para performance. Cultura corporativa não é mero acessório. É infraestrutura invisível que sustenta decisões, comportamentos e resultados.
De acordo com as últimas pesquisas que a Mercer tem conduzido, culturas empresariais saudáveis reduzem casos de adoecimento mental, afastamentos e uso intensivo de serviços médicos, contribuindo para curvas de custo mais sustentáveis nos planos de saúde corporativos.
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Segurança física e prevenção de acidentes
A gestão de riscos corporativos deve incluir, de forma rigorosa, a proteção física dos trabalhadores. Isso passa pela identificação proativa de riscos operacionais, treinamentos contínuos, ergonomia adequada, equipamentos seguros e também pelo monitoramento constante de incidentes.
A redução de acidentes impacta diretamente internações, tratamentos e afastamentos de alto custo, sendo um dos fatores mais relevantes na redução da sinistralidade e na negociação de reajustes com operadoras.
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Prevenção e apoio à saúde mental, através de gestão integrada da saúde
A prevenção mais eficaz acontece quando saúde física, mental e financeira são tratadas de forma integrada. Programas que combinam apoio psicológico, gestão de crônicos, acompanhamento de risco e acesso coordenado ao cuidado permitem atuar antes, de forma preventiva, do agravamento dos quadros.
Colaboradores afastados por saúde mental tendem a gerar custos significativamente mais altos nos planos de saúde, seja pelo uso prolongado de tratamentos ou pela evolução para quadros crônicos e maior utilização de serviços especializados.
A gestão integrada permite reduzir esses efeitos e trazer maior previsibilidade.
O ponto central é que esses fatores não atuam isoladamente. Eles se reforçam mutuamente e exigem governança forte, com indicadores claros, responsabilidade definida e integração com a estratégia do negócio. Nesse contexto, contar com parceiros especializados pode acelerar a implementação e garantir consistência.
A pergunta que líderes empresariais se fazem é: por que devo agir agora?
Afinal:
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Empresas com alta maturidade em saúde e bem-estar registram reduções de 20% a 30% no absenteísmo.
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O presenteísmo pode representar até 2x o custo do absenteísmo.
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Programas estruturados de bem-estar e saúde mental podem gerar retorno de 2x a 4x sobre o investimento (ROI) (Fonte: Mercer Marsh Benefits; literatura internacional consistente).
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Ambientes com alta confiança e cultura saudável apresentam até 50% menos turnover voluntário (Fonte: Mercer Global Talent Trends).
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Reduções de acidentes e afastamentos impactam diretamente custos operacionais, seguros e continuidade do negócio (Fonte: Mercer Workforce & Career).
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Iniciativas integradas de saúde podem gerar redução de ~5% a 15% na sinistralidade e maior previsibilidade nos reajustes de planos (Fonte: Mercer Marsh Benefits – benchmarks de gestão de saúde corporativa).
E, para além desse cenário, o impacto econômico agregado é significativo:
Em empresas de serviços e indústrias, ao considerar custos diretos e indiretos na folha (absenteísmo, presenteísmo, turnover, afastamentos) somados aos custos de saúde (tipicamente ~15% da folha).
Em outras palavras, não gerir riscos psicossociais de forma estruturada pode significar uma perda relevante de margem operacional, enquanto empresas que gerenciam bem capturam eficiência, previsibilidade e vantagem competitiva.
Empresas que lideram essa agenda não apenas estarão preparadas para a NR-1 em 26 de maio deste ano. Elas transformarão sua política de pessoas em um ativo estratégico, com impacto direto em resultados financeiros, eficiência em custos de saúde e valor de longo prazo.
Cuidar de riscos psicossociais deixou de ser uma obrigação regulatória. É uma decisão quantitativa e estratégica sobre performance e sustentabilidade do negócio.