Gabriela Freitas
EZ Towers Tower B, Floor 28 Rua Arquitecto Olavo Redig de Campos 105, Sao Paulo SP 04711-904
Brasil, 23 outubro 2026
São Paulo, outubro de 2026 ─ A Marsh (NYSE: MRSH), líder global em serviços profissionais, destaca que a saúde mental se tornou um risco estratégico para as organizações da América Latina e do Caribe (LAC). Evidências dos estudos People Risk 2026 e Redefinindo a Saúde Mental 2025 mostram avanços em iniciativas, mas também lacunas em mensuração, liderança e resposta a crises.
De acordo com o estudo People Risk 2026, que reuniu as opiniões de 4.517 profissionais de Recursos Humanos e Riscos globalmente, a piora da saúde mental aparece entre os principais riscos na região relacionados a pessoas, em um cenário marcado também pela escassez de habilidades, ameaças cibernéticas e aumento dos custos com saúde e benefícios.
Por sua vez, o estudo Redefinindo a Saúde Mental, que analisou a participação de 746 organizações da região, aponta que 79% das empresas afirmam contar com orçamento para iniciativas de bem-estar emocional ou saúde mental e 47% afirmaram que o tema faz parte de sua agenda estratégica; no entanto, 43% ainda o consideram uma estratégia isolada, o que mostra que a alocação de recursos nem sempre se traduz em uma gestão integrada.
Os resultados também revelam lacunas importantes na implementação: 52% das organizações não contam com ações para gerir o burnout e apenas 4% combinam mensuração, comunicação, educação, gestão e encaminhamento de casos. Embora 63% relatem estratégias de apoio para colaboradores com problemas de saúde mental, 62% dessas organizações não têm um protocolo claro para lidar com crises ou emergências relacionadas ao tema. Além disso, apenas 31% possuem políticas corporativas específicas sobre o assunto.
A liderança continua sendo um ponto crítico: apenas 12% das organizações envolve seus líderes desde o planejamento das ações de saúde mental, embora 55% afirmem que seus líderes promovem ambientes psicologicamente seguros por meio de ações de diferentes níveis de intensidade. No People Risk 2026, 32% identificou o apoio limitado à saúde mental e ao bem-estar emocional como uma preocupação associada a condições de trabalho físicas e psicológicas inseguras, enquanto 27% apontou a existência de benefícios de saúde mental desatualizados ou incompletos.
A OMS estima que 15% dos adultos em idade produtiva viviam com algum transtorno mental em 2019 e que depressão e ansiedade provocam 12 bilhões de dias de trabalho perdidos por ano, com custo aproximado de US$1 trilhão em produtividade. A OCDE informou que, em 2022, os sintomas depressivos nos países que fazem parte da organização continuavam pelo menos 20% acima dos níveis pré-pandemia, com limitações de comparabilidade entre eles. A ONU inclui a promoção da saúde mental e do bem-estar no ODS 3.4.
No Global Risks Report 2026, elaborado pelo World Economic Forum em parceria com a Marsh, a piora da saúde e do bem-estar aparece na 31ª posição entre 33 riscos nos próximos dois anos e na 28ª posição em dez anos. O relatório traz uma visão geral do cenário, mas não é um estudo clínico nem estabelece relação de causa e efeito.
“As organizações devem incorporar a saúde mental como parte essencial da gestão de riscos de pessoas, por meio de métricas que permitam acompanhar riscos psicossociais, absenteísmo, rotatividade, segurança e produtividade. Da mesma forma, é fundamental definir caminhos de atendimento claros e acionáveis, com protocolos para lidar com crises, intervir precocemente, realizar ajustes e facilitar processos de retorno ao trabalho que realmente acompanhem o colaborador. Para fortalecer essa abordagem, as empresas devem preparar seus líderes e gestores para identificar e prevenir riscos psicossociais, promover ambientes psicologicamente seguros e encaminhar, de forma adequada, os funcionários a profissionais credenciados”, afirmou Ariel Almazán, Líder de Consultoria em Saúde para a Marsh América Latina e Caribe.
“No Brasil, o mapeamento psicossocial tornou-se ainda mais relevante diante da obrigatoriedade prevista na NR-1, pois permite identificar fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e direcionar ações corporativas de prevenção e mitigação de forma estruturada. Além de atender à exigência normativa, esse processo traz uma visão mais clara dos riscos identificados, apoiando a priorização de iniciativas para proteger a saúde dos colaboradores e fortalecer a gestão organizacional. Embora a aplicação da multa tenha sido prorrogada por mais 90 dias, esse prazo adicional não deve ser visto como motivo para postergação, mas como uma oportunidade para que as empresas avancem no diagnóstico e incorporem o mapeamento psicossocial às suas estratégias de gestão de riscos”, destacou Antonietta Medeiros, Diretora de Gestão de Saúde da Marsh no Brasil.
“Os dados mostram que muitas organizações já reconhecem a relevância da saúde mental, mas ainda existe uma lacuna importante entre ter iniciativas isoladas e construir uma resposta verdadeiramente integrada. A prioridade agora deve ser conectar mensuração, liderança, acesso e protocolos de atendimento para avançar rumo a ambientes de trabalho mais seguros, mais humanos, mais produtivos e, acima de tudo, mais sustentáveis”, concluiu Almazán.
Sobre a Marsh
A Marsh (NYSE: MRSH) é líder global em riscos, resseguros e capital, pessoas e investimentos, e consultoria de gestão, assessorando clientes em 130 países. Com receita anual de US$ 27 bilhões e mais de 95 mil colegas, a Marsh ajuda a construir a confiança necessária para prosperar por meio do poder da perspectiva. Para saber mais, acesse marsh.com ou siga-nos no LinkedIn e no X.
EZ Towers Tower B, Floor 28 Rua Arquitecto Olavo Redig de Campos 105, Sao Paulo SP 04711-904